sexta-feira, 22 de julho de 2011

Conquistando seu espaço na blogosfera, à custa de muito esforço



Atividade de blogagem não é diferente de outras atividades profissionais passíveis de fracasso. Passíveis de sucesso também. Ainda bem que, vez por outra, aparece uma pessoa do meio - como o Gustavo Freitas  agora - e volta a nos conscientizar de que não há espaço para todos, no universo dos que estão buscando sucesso financeiro com blogs.

Freitas elencou uma série de fatores que podem definir bem o sucesso ou fracasso de um blogueiro, tais como a falta de planejamento e de conhecimento sobre o nicho, o plágio, a falta de tempo, o desconhecimento das técnicas de SEO e a preguiça. Claro que tudo isso não garantirá que seu projeto de blog alcance 100% de sucesso, porque nada na vida é uma ciência tão exata assim, mas com certeza poderá contribuir muito para atingir seus objetivos. Pelo menos foi tudo isso que o post me fez relembrar.

Concordo com tudo o que foi apontado por ele como sendo um fator determinante do fracasso ou do sucesso de um blog. São dicas que valem a pena ser seguidas tanto na blogosfera como em outras áreas da vida (concursos e recrutamentos, por exemplo). Este post não se propõe a ser crítico, meu interesse é de apenas enriquecer o debate. Tanto assim que vale a pena encerrá-lo o mais breve possível, ressaltando apenas duas notas:

1. O blogueiro não pode entender "sucesso" e "fracasso" como sinônimo da alta e da baixa capacidade que seu blog tem de gerar lucro financeiro. Há gente blogando, tendo acessos consideráveis e não necessariamente ganhando dinheiro com blog, de maneira direta. Ou seja, embora não insira uma linha de código publicitário na página ou no post, o blogueiro acaba ganhando alguma coisa de outras formas, (prestando consultoria, palestrando, ensinando em "escolas especializadas", promovendo atividades paralelas, etc).

2. É lindo quando o seu blog ganha espaço a partir do investimento zero, mas o que lhe impede de investir nele, por mais que não rentabilize o que os seus sonhos previam? Da mesma maneira, vale a seguinte analogia: se seu filho passasse no vestibular ou em um concurso para auditor da Receita sem ter estudado coisa alguma você ficaria feliz da vida! Afinal, você não gastou um real sequer em cursinho, em livros, em transporte... Mas quantas pessoas você costuma ver na vida tendo sucesso desse jeito? Você vai ficar esperando que isso aconteça para depois contar o testemunho?





terça-feira, 19 de julho de 2011

O blogueiro na encruzilhada



Lendo os 5 motivos que o editor do Ferramentas Blog elencou para voltar a visitar um blog, fico imaginando como deve ser angustiante para muitos ver boa parte dos seus esforços não sendo reconhecidos. Outro dia, um caso de insucesso (um blogueiro que investiu e não obteve resultados) também me fez pensar a mesma coisa. Coisas da blogosfera, coisas ocasionadas pelo crescimento sempre bem vindo desse bolo gigante. Só não desejamos que seja uma espécie de versão moderna da torre de babel, onde o principal motor de confusão não seja mais a questão idiomática (até porque hoje em dia, todo mundo consegue se comunicar, e até melhor), mas o excesso de informação.

Tenho seguido muito blog bom no Google Reader, muito feed interessante, muita gente "relevante" no Twitter e a barra de favoritos dos meus navegadores de cabeceira anda abarrotada. Enfim, posso dizer que no pouco tempo de atmosfera digital que respiro muita coisa boa já foi "catalogada" por meus gostos pessoas. E nem por isso leio tudo o que eles produzem, não consigo acompanhar nem 10% do total de produção mensal e nem por isso tenho me angustiado.

Outro dia, li que há certas pessoas que, se não acessam a caixa de mensagens do webmail pelo menos de meia em meia hora se angustiam, ficam irritadiças, como se estivessem perdendo o rumo do mundo. Imagine se eu iria passar 24 horas do dia tentando tragar tudo o que o meu leitor de feeds me apresenta? Em 24 horas não daria para acabar de ler (e absorver informação de) sequer metade do que foi publicado nas últimas horas. Portanto, ter alterações de humor por não dar conta de tarefas desse tipo é um completo disparate tecnológico! Se você dorme para ficar online e acorda para ficar também, a vida é sua, o problema é seu, o direito é seu, o prazer é seu, só estou discordando disso.

Todo aquele que produz algo para a internet quer ser lido. Seja o que posta as suas fotos e comentários mais recentes sobre o último aniversário, seja o blogueiro profissional que escreve quase cotidianamente sobre mercado de trabalho, seja qualquer pessoa do tipo. Se alguém produz alguma coisa na internet e opta pela reclusão, isso pode caracterizar duas situações: ou  esse alguém está conspirando a favor do seu marketing pessoal, ou ele escolheu o veículo errado, quando poderia ter optado por outro, mais local. Mas não é por que a roda do mundo digital não para de girar que todos os que assim trabalham, devem ficar angustiados se pouca gente tem tempo de ler, de visitar isso e aquilo. 
Na encruzilhada do excesso de informação nem sempre aquele que deu uma passada na sua página hoje voltará amanhã, porque você e eu corremos o mesmo risco frequentemente: o de nunca mais recebermos a atenção daquele visitante. 
E sobre ser original, é algo extremamente importante no meio desse emaranhado todo. Não podemos deixar que essa característica desapareça, ainda que já se vaticine que chegará um dia em que, por causa do excesso de "mensagens singulares" até a originalidade será banalizada. 
Não há receitas certeiras para se sair dessa encruzilhada perigosa. Mas, para encerrar, deixo aqui duas diretrizes que têm me ajudado com muita frequência: 
1) ter um pouco de paciência e
2) ter a convicção de que, via de regra, não haverá tempo suficiente para sermos humanamente infalíveis.