quarta-feira, 29 de junho de 2011

Não daria para sobreviver de blogs, se todos blogassem

Temo o dia em que todo leitor/visitante de blogs seja blogueiro ou entenda de webdesign/SEO/Adsense/Afiliados/etc/etc, seja ele semi, pseudo ou totalmente profissional. Temo o dia em que todo dono de blog de ajuda ou de qualquer outra coisa que envolva essa metalinguagem monetizadora/blogueira que já se conhece necessite viver da publicidade gerada por seus pares, igualmente produtores de algum conteúdo na web.
Estou me esforçando para fazer uma boa comparação, como não encotrei, digo esta: é extremamente difícil ganhar dinheiro em uma banca de chocolates se o proprietário é chocólatra. Imagine se aplicássemos essa analogia ao traficante de drogas? Mas assim como muitos traficantes dizem que sabem "separar as coisas", ainda bem que muitos blogueiros já ganham por "serviços agregados" à blogagem (fazem palestras, ensinam os segredos de alguma coisa [que de segredo, talvez não tenha nada] ou prestam consultoria particular, por exemplo), porque se eles forem esperar muita coisa da publicidade por PTC, pura e simples, poderiam retirar seus cavalos da chuva. 

Acredito que vai chegar um tempo em que essa modalidade de monetização por cliques precisará ser reformulada, de maneira que se descubram outras formas delas continuarem rendendo os bilhões que hoje ainda rendem. Se ainda rendem, agradeça aos usuários ditos "normais" da internet (aqueles que de certa forma não estão vinculados a qualquer "filosofia" remuneratória da web e clicam nos anúncios que lhe interessam, sem peso na consciência). Mas também agradeçam à criatividade dos publicitários, que não cessam de inventar banners cada vez mais atraentes e, de fato, rentáveis.

Tudo o que disse acima é facilmente comprovável em raciocínios espalhados pelos fóruns da web, tais como os próprios foruns do Adsense.  É encarado como algo natural e até como positivo, pois nenhum programa de afiliados aceitaria uma indução de ganhos nesse formato, do mesmo modo que não aceita qualquer outro tipo de estímulo. 

Por isso, blogueiro, deixo o seguinte raciocínio, para encerrar: não pode existir frustração alguma de sua parte se simplesmente você acordar amanhã de manhã e perceber que o seu sistema de afiliados não presta ou é demasiadamente lento no prosperar dos números. Você simplesmente constatou isso porque não existe uma fórmula mágica para ganhar dinheiro com blogs da noite para o dia, nem de um ano para o outro, ou talvez não se ganhe é nunca. Os que hoje ganham tiveram alguma coisa para oferecer, que caiu no gosto do povo.

Mas nem todo mundo, nem tudo o que a gente escreve, nem tudo o que se divulga, cairá na boca do povo. O negócio é aprender também a lidar com o relativo ostracismo, ou a relativa popularidade.

Post atualizado em 26/04/2014, embora originalmente publicado em 29/06/2011.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Tuitando aos poucos, parte V– será que existe rede social adequada para blogueiros?




Ao tempo em que escrevo este artigo, estarei fazendo uma releitura de outro post (aproveite o seu feriadão para fazer isso, pois você pode se surpreender). Mais precisamente vou me reportar ao que disse em (In)utilidade das redes sociais (Twittando aos poucos, I e meio). Havia ali afirmações que hoje já soam defasadas, mas outras continuam valendo. Por isso, vai uma revisão básica, para dar ainda mais valor àquela postagem, pois ela merece.
Passaram-se alguns meses e de lá para cá minha relação com o Twitter foi bem mais do que a relação que mantenho com o Reader. O Twitter é uma ferramenta poderosa, acredito que, se não mais do que os agregadores de feeds ou de notícias, pelo menos se emparelha com os tais, mas em outro nível. Não conceberia a existência de um blogueiro hoje que não tuíte pelo menos três vezes por semana, que é mais ou menos o mínimo para que possa manter uma qualidade em seus artigos.
Continuo convicto de que o Twitter não deve se prestar a ser espaço para coisas do tipo “dei uma saída e já volto” ou "olá seguidores, estou com minha família descansando".  Dagomir Marquezi tratou disso há um tempinho e já havia  concordado em praticamente 100% do que  ele afirmou.
Quanto às redes sociais sem serventia, a opinião que tenho é a mesma. O Orkut que tive foi desativado, mas um outro perfil foi reativado. Com isso, meu objetivo foi o de manter determinadas atualizações do que andasse fazendo na web. Mas com o Orkut, acontece algo como um constrangimento virtual e acabo atualizando-o minimamente e, ainda assim, sem postar o que me interessa. Parece que o Orkut não se presta aos serviços que determinados nichos de blogs podem oferecer…
Em compensação, como tudo tem o seu lado bom, no meu caso, esse lado bom veio de alternativas como o Dihitt e de algumas outras. Não irei citar as outras, sob pena de cometer injustiça, mas pretendo escrever o outro  artigo contendo algumas impressões que tive sobre agregadores e redes.
A pergunta acima vai ficar sem resposta fechada. Se alguém quiser me responder, fique à vontade. Algumas redes sociais são poderosos instrumentos de divulgação para determinados blogueiros. Tudo vai depender do que o blogueiro produz, em matéria de conteúdo. Eu, como disse, ainda não me senti à vontade para divulgar no Orkut certos textos voltados para a metablogagem e para outros temas. Parece que a embalagem não se adequa bem ao conteúdo, ou o “cliente” está "comprando" um produto, mas queria levar outro.
E você, blogueiro, que rede mais utiliza para divulgar seu conteúdo? 

Uma atualização importante para este post:  em conversa com o amigo blogueiro Bruno Simomura (do primoroso Ganhando Dinheiro), encontrei boa parte do instrumental de que necessitava para o assunto. Segue o link.