terça-feira, 27 de setembro de 2011

Todo blogueiro é um frelancer de si mesmo

Tenho para mim que todo blogueiro é uma espécie de freelancer de si mesmo. Claro que existem "n" blogueiros independentes que estão trabalhando satisfatoriamente como freelancers em outros projetos, seja na internet ou não. Se servisse como algo delimitador, gostaria de excluir da categoria (blogueiro freelancer) grupos de profissionais que talvez não se enquadrem aqui: gente como os jornalistas, os acadêmicos, os escritores, enfim, os profissionais de outras áreas que, por serem especialistas de renome em alguma coisa, podem vir a ser convidados gentilmente a blogar, sendo pagos ou pagando para isso. Se pudesse restringir essa discussão à blogosfera (corro o risco de sempre ser generalista aqui), o blogueiro é um freelancer de sua própria atividade, desde que a exerça com alguma metodologia, independente de ser a mais infalível ou não, e desde que a conceba como um projeto inacabado. O blogueiro, enquanto freelancer do seu próprio blog, deve ter a perspectiva de que está trabalhando para o crescimento do seu negócio.
Lendo o recente testemunho de um freelancer - não blogueiro, acredito - outra vez  sou levado a perceber o quanto uma das categorias de freelancers - talvez a mais difundida no mundo - é parecida com a gente de blog: a dos vendedores. Quero encerrar este pequeno post, demonstrando pelo menos três dessas similaridades, para não parecer enfadonho.

O freelancer blogueiro e o freelancer vendedor:

1. Ambos são movidos pelo "mercado":

Digam o que disserem, o fato é que o interesse do vendedor é te vender alguma coisa, e tudo o que você faça para recusar sua oferta vai ter redarguição.
Da mesma forma, como já disse antes, o fato é que, quer você se ache o paladino da posteridade ou não, seu interesse é que seu post seja "vendido", tenha "saída", encontre um "mercado" apropriado, seja lá o que você considere que seja um "post" (artigo, ensaio, crônica, texto dissertativo, postulado filosófico, tutorial, texto acadêmico, etc), porque isso vale para quaquer dos mundos da escrita. Ou vai me dizer que aquela sua tese de doutorado foi feita para ocupar as estantes de uma bilbioteca tradicional?
Sempre que você vir um blogueiro insistindo/convidando/sugerindo/indicando alguma publicação sua na web é a demonstração viva da sua redarguição.
No entanto, tanto para quem oferece um novo sabonete importado quanto para quem oferece um texto, a palavra final é sempre a nossa, a do consumidor. Ou seja, temos o direito de não "comprar", mas nem por isso ambos os profissionais irão desistir de oferecer a outras pessoas o seu "produto". E ambos encontrarão o seu mercado, mais cedo ou mais tarde, lembrando que falências e sucessos também fazem parte desse processo todo.



2. Ambos estão interessados em conseguir clientes fiéis

O Senhor X (nome fictício), do testemunho a que me referi antes, disse que uma das coisas que o tem ajudado muito é tentar perceber o porquê de algumas pessoas aceitarem ou não aceitarem aquilo que ele está vendendo. 
Para conseguir fidelizar os clientes, a arma que ele utilizou foi o conhecimento ("Tenho todo um trabalho em casa que me garante grandes resultados depois na prática"). Toda semelhança com as táticas que os blogueiros vêm utilizando para cativar seus clientes não é mera coincidência. 
A única diferença está no tipo de conhecimento buscado e no tipo de cliente, mas se colocarmos uma lupa no fundo, no fundo, nem afirmaria categoricamente uma coisas dessas. Além disso, embora interesse ao blogueiro que o cliente seja apenas aquele que o visita regularmente, bom seria se esse cliente se tornasse um pouco mais: interagisse, criticasse, recomendasse... Em muitos momentos da relação vendedor-cliente, o boca-a-boca vale mais do que uma venda garantida. Em muitos momentos na vida de um blogueiro, uma retuítada vale mais do que o interesse por publicidades.

3. Ambos vão ter muito trabalho pela frente, pode ter certeza.
O Senhor X afirmou que antes de iniciar a sua história, queria deixar um recado para todos os que se querem iniciar na área do freelancing:
Vão ter muito trabalho e é preciso acreditarem muito em vocês para conseguirem vencer! (sic)

Então, antes de finalizar a minha participação aqui, quero deixar esse mesmo recado e não precisarei dizer mais um palavra.


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Olha só como o Confiker apareceu, dois anos depois



Outro dia, alguém me disse "oi" no messenger e eu respondi. Era uma plena manhã ensolarada.
Aparentemente, era o Msn de um "pastor" do Maranhão, chamado Paulo Sérgio, mas àquela altura eu já suspeitava que, ou esse "Paulo Sérgio Missionário" nunca existiu ou alguém criminosamente estava utilizando o msn dele.
Acabou por me dizer que era a "esposa" do tal pastor, insistia numa conversa comigo e eu meio que a contragosto, porque estava ocupado escrevendo, não quis muita conversa. Perguntei o nome, que era alguma coisa entre "Maria" ou alguma coisa com sobrenome "Conchita". Pediu uma imagem da minha cara, e depois eu pedi a imagem da cara. 
A "pessoa" - queria que isso não fosse gente - colocou a foto: uma  foto de uma figura feminina em trajes menores. O endereço de webmail tinha algo a ver com "conchita.com". 
Para resumir, além de ser alguma coisa pior do que um crente virtual, era algum ladrão de dados alheios. E fez uso do Confiker para atacar aquele computador que estava utilizando.
Foi o bastante, percebi o engodo, mas era tarde. Tal logo apareceu a foto, tratei de excluir e bloquear aquele maldito contato. Até o momento, me parece que as ferramentas de segurança de que dispunha me tiraram dessa situação, mas ainda penso em formatação...
Foi assim que o Confiker apareceu na minha vida. Não cheguei a fazer o teste de web que havia indicado aqui. Foi meu antivirus que fez a tarefa por mim.
Por isso, se os miseráveis ainda não se atualizaram nas artes malignas, vale a pena clicar  aqui, fazer aquele velho teste e conferir se seu PC não tem nada do tipo.