segunda-feira, 25 de julho de 2011

Depoimentos liberados e inéditos sobre a morte de Emy



A publicação dos depoimentos que se seguem só foi possível hoje, por conta da liberação do acordo de licenças (principalmente a poética, a jornalística, a musical, a religiosa, a filosófica e a metabloguística).

Raul Seixas: Eu é que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar...

Renato Russo: É tão estranho, os bons morrem jovens... Vai com os anjos, vai em paz.

Cássia Eller: Não digo que não me surpreendi, antes que eu visse você disse e eu não pude acreditar...

Banda Catedral: Droga de só querer usar mais drogas, há tanta coisa pra saber, são tantos rumos pra tomar, são tantas provas pra vencer...

Franklin Maxado: Triste fim de Êmi Uainirauzi...

Carlos Drummond de Andrade: No meio do caminho [dela] tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho [ou várias...]

Representante dos metablogueiros: Muito estranho... Acertou em vários pontos: conseguiu um tráfego tão significativo em suas páginas [de vida], tinha um nome de domínio altamente viral, pôde converter tudo isso rapidamente em lucros, já que era adepta de várias "técnicas" de SEO, mas parece que acabou optando pelo host errado.

Duas leitoras do Make Up To Kill: Coitada... Se maquiava sempre tão bem...

Paulo de Tarso: E não vos embriagueis com o vinho em que há contendas, mas enchei-vos do Espírito...

Antonio Brasileiro: Construímos impérios distantes do coração, imperfeitos que somos. O que somos é uma festa boba de dançarinos entediados...

Reinaldo de Oliveira: Ela deveria ter esquecido "aquela noite em que tudo deu errado". Devemos ser ou não ser "o mundo que nos nega"?.

Um problogger:  Não vale a pena investir agora em um blog chamado "Tributo a Emy Winehouse" sem antes fazer uma varredura no Google Insigths.



domingo, 24 de julho de 2011

O blogueiro em meio à falta de produtividade



É bom quando a gente tem um ritmo pouco mutável de vida, em que as crises de criatividade não nos atingem em cheio. Contudo, eu tenho outra "filosofia" a respeito disso: embora não tenha crises de criatividade para escrever,  considero que tenho pouco tempo para escrever mais e trabalhar mais em cima do que ando escrevendo. Acredito que, mais do que o ato de escrever, é preciso reescrever sempre. Por isso que quando o blogueiro não trabalha com a matéria-prima dos jornalistas (o fato, a notícia propriamente dita, a objetividade), seu dever de escrever é tão relevante quanto o de reescrever. Lembro-me de um escritor brasileiro, que passou cerca de vinte anos escrevendo um só conto, acho que foi Murilo Rubião.  

É bom quando você tem tempo para blogar à vontade durante a semana, porque um dia ou dois de pesquisa podem refletir bem mais no que você irá publicar no fechamento da semana (independente de ser um, dois, três ou dez postagens publicadas, ao cabo). Fiquei feliz quando soube que mais um blogueiro independente resolveu passar um bom tempo sendo blogueiro em tempo integral. Uma das vantagens de ser blogueiro em tempo integral é certamente essa de você enfrentar crises criativas com mais foco e mais trabalho e, nesse processo interminável de tentativas e erros, aperfeiçoar suas ferramentas de uma maneira bastante salutar. 
Aconselharia a todos os blogueiros hoje - desde os de hobby, os esporádicos, àqueles que possuem pelo menos oito horas semanais - que passem um tempo blogando em tempo integral, nem que seja por um mês, ou por uma semana.  Pode ser que isso determine se sua expectativa de vida na blogosfera seja curta ou longa. 

Um blog, na maioria dos casos, no Brasil e no mundo, é uma microempresa de um trabalhador só. A gente não conta com boas equipes de trabalho, mas sonha em chegar a esse dia, o dia D da delegação de atribuições. Por isso que o blogueiro iniciante que transforma sua rotina em uma compulsão por publicar muito é prejudicial. Aconselharia a todos eles que comecem publicando pouco, mas com certa regularidade. Por exemplo, se algum começou a blogar no mês passado, estabeleça um mínimo de duas postagens semanais, depois vá aumentado isso, conforme a sua disponibilidade, de maneira que isso não seja a desculpa para deixar seu potencial público-alvo na mão. Este é um ponto de vista de quem não pode ainda blogar em tempo integral.
Por outro lado, sou contrário ao que disse outro blogueiro recentemente: "se não tem idéias, não publique". Entendi o seu ponto de vista, concordei em grande parte, mas sou dos que acreditam que, em muitos casos, melhor seria dar a cara para bater do que ficar escondido no escuro do quarto da falta de idéias. Ademais, depois de publicar, o blogueiro poderá contar com duas armas: a crítica dos outros pelo que andou publicando e, principalmente, a sua autocrítica. Esta, quando bem estimulada, pode ser um  ótimo termômetro.