domingo, 30 de outubro de 2011

Soluções pagas de segurança

Uma das perguntas mais bacanas e presentes inúmeras vezes no Yahoo! Respostas é sobre qual o melhor antivírus gratuito. Costumo responder que qualquer um, dentre os mais populares, poderia servir, já que ninguém está a fim mesmo de pagar por uma solução de segurança, por mais eficiente que ela seja. Nínguém, vírgula. Sou totalmente a favor da comercialização de softwares que custaram o esforço coletivo de algumas pessoas. Da mesma forma, sou totalmente a favor das soluções do mundo do software de código aberto, em qualquer esfera (aplicativos de escritório, sistemas operacionais, etc).

Quanto àqueles que perguntavam qual o melhor antivírus pago para usuários domésticos, é praticamente válida a mesma resposta: qualquer um, dentre as marcas mais em destaque, as de maior respaldo no mercado. Poderia citar quatro delas, para não soar enfadonho: Eset, Norton, Panda, Avast.
Há muito que vinha preparando o caminho para utilizar uma solução paga de antivírus pessoal. Optei pelo Panda, apesar de usar há um bom tempo outras marcas, como o Trend e o Avast. Não foi nada pessoal, foi por uma simples razão: para mim, tanto faria se escolhesse na primeira vez o Panda ou o Avast  ou outra solução paga. De qualquer maneira seria a primeira vez que entraria nesse mercado, como consumidor, porque não tem como você ser um consumidor pleno de antivírus se estiver limitado a usar versões limitadas dos mesmos.
Como diz o pessoal dos fóruns, leveza é essencial em um antivírus, seja lá o que isso signifique (geralmente, é quando se nota que o computador não apresenta lentidão no processamento, enquanto o software de segurança faz a sua parte). Neste aspecto, o Panda é excelente: protege silenciosamente, não prejudica em nada o desempenho do sistema operacional. A interface é limpa, o sistema de ativação/registro e atualizações é super poderoso e o escaneamento já faz tudo sem a necessidade de intervenção do usuário, ou seja, ele mesmo já faz a desinfecção ao tempo em que faz a varredura nos arquivos.
A minha licença experimental é para um ano. Não foi nada promocional, tive que pagar por isso. Ou seja, entrarei em 2012 com um fornecedor de segurança novo no meu PC. Espero que até lá o parecer seja melhorado, pois voltarei aqui para dizer.
Um senão, para finalizar: o serviço de call center da Panda no Brasil é ainda essencialmente virtual: não há um telefone para obter informações, não há um chat de suporte instantâneo, não há uma filial da empresa no Brasil, pelo menos uma que funcione como as operadoras de celular ou de cartão de crédito ( acho que eu já estou pedindo demais!).  Mas espero que as ferramentas de comunicação com o cliente que ele já possui sejam tão eficientes quanto o software tem demonstrado ser.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Você conhece a Aprocon-Blog?



Vamos discutir relação profissional com a blogosfera? Somente um pouco interessado nessa questão, por isso vou escrever só um pouco em forma de uma opinião de botequim (embora eu não frequente tal lugar). Mas ainda bem que nunca disse que sou blogueiro profissional, nem amador. Só disse que era um iniciante que está trabalhando para se profissionalizar e que mesmo se um dia eu não chegar a me profissionalizar já valeu a pena ter chegado até aqui. Meu blog não tem estrutura, meu blog não tem capital, eu não pago para blogar, nem recebo para blogar nele. Tudo o que está acontecendo aqui é uma vontade de poder, mais nada. É nisso que tudo pode ser resumido, como já pensava Foucault, por outras palavras.
Não considero meu blog amador, nem profissional. Quem considera alguma coisa aqui é o leitor - inclusive eu mesmo, enquanto leitor, todas as vezes que volto à postagem. Como fizera Murilo Rubião em um dos seus contos, por que não escrever um post por durante vinte anos? 
Pois bem. Quem um dia ainda vai considerar-me profissional ou amador será meu futuro leitor, ainda que ele fique na primeira postagem e nunca mais volte por estas bandas. Um blog pode ter um valor incomensurável, mas nem todo blogueiro busca a profissionalização, embora pense em fazer nome com a blogosfera.
Se um blogueiro profissional for definido como sendo aquele que realmente vive de seu blog, então praticamente 80% da blogosferá é composta de gente amadora, "robista" ou iniciante. Ou seja, existe no mundo 20% de pessoas blogueiras que fornecem todo o material necessário para ser sugado pelos 80% restantes. Os produtores de conteúdo vão acabar se mobilizando para criar uma associação, a Associação dos Blogueiros Produtores de Conteúdo - ou a Aprocon-Blog - e aí quando o corporativismo tomar conta da internet, todo mundo vai ter que parar na universidade para aprender a blogar direito.
Eu fico pasmado com gente que pensa que tem alguém sempre se inspirando em um guru para produzir alguma coisa. No máximo, ele devia, em algumas situações, até ser considerado respeitável por ter sido copiado, sinal de que o que produz é excelente - ou o copiador não achou nada melhor para botar no lugar na ocasião e acabou copiando e citando a fonte. Afinal,tem algumas situações em que se citado ou copiado literalmente citando a fonte original é uma indicação de respeito por um trabalho, mas há outras situações em que as coisas não passam de sem-vergonhice.
Sem categorizações para os blogueiros, mas o amadurecimento necessário para cada um se manter imune a sugar as originalidades dos outros (essa casta de "produtores de conteúdo") ainda está longe de ser atingida. Vamos ter que aprender e ensinar muito sobre isso.