segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Proatividade em blogueiros freelancers e blogueiros autônomos




Falar de proatividade é essencial hoje em dia, tanto para o blogueiro independente, como o que escreve por demandas, quanto para o "consumidor final" de tudo (o leitor). É tão essencial que às vezes me angustia... A necessidade - que com a chegada da internet aumentou - de estar adiantando em relação aos outros se por uma lado é maravilhosa, do ponto de vista do reconhecimento financeiro, do status, do referencial que todo "homem update" vem a se tornar, por outro lado causa uma corrida ferrenha, às vezes cansativa e às vezes até tão obsessiva que pode ser até capaz de adoecer, embora eu não tenha chegado a essa fase do "experimento" - e nem pretenda chegar.
O blogueiro freelancer é impulsionado a produzir para ganhar. Em dados do mês passado, existem 166 bilhões de blogs ativos no mundo, segundo estatísticas do blogpulse.com. Esses números estão bons para você? Dão para te chamar à realidade? 
Então, é nesse mundo de bilhões que o blogueiro freelancer luta para chegar à frente, para se sobressair, pois a única alternativa viável para se conseguir um punhado de leitores é o nicho. O blogueiro freelancer é obrigado a sentir os dias do mês se passando tendo alguma coisa para lhe sustentar, pois os ganhos são poucos, escrever não é rentável neste país e muitas vezes ele até conta os centavos...  Por isso que ele deve continuar blogando muito, mas sem deixar de trabalhar, ou de procurar trabalho. Ele não deve deixar o seu lado freelancer falar mais alto.
O blogueiro autônomo escreve por demandas próprias. Porém também escreve mais quando sente que algo que ele já fez deu um pouco mais de retorno, ainda que não seja o retorno ($) esperado. Agora, se por um lado ele tem mais "autonomia" criativa, geralmente é porque já "nasce" com esta consciência formada: eu não devo viver do meu blog. Isso faz diferença no seu coeficiente de proatividade. 
Quando trabalho em um post para este blog, por exemplo, minha proatividade não está centrada em resolver algum problema e isso é a expressão simples de uma opinião pessoal, nada generalista. Embora haja momentos em que meu interesse seja claramente esse, no mais das vezes não estou buscando soluções para coisa alguma, nem dando receitas. As soluções e as receitas fazem parte do jogo, são altamente necessárias, mas a dialética também é necessária. E nem todo o problema que carece de solução é encontrado no Google.
Só estou dizendo tudo isso para finalizar afirmando que a proatividade depende do tipo de objetivo que a pessoa venha traçando para a sua vida e do tipo de conduta diante do seu objeto de trabalho. Se eu vou copiar dos outros, por exemplo, para quê ser proativo?

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