sábado, 12 de março de 2011

Vai de internet? Ou vai de vida mesmo?

João Zuffo diz, na entrevista à Info deste mês, que “a internet abalou a estrutura familiar de duas maneiras. As famílias estão mais virtuais, ou seja, gastam mais tempo com aparelhos eletrônicos do que com as pessoas. Mas ela também deixou mais perto filhos que moram longe dos pais, por meio das conferências via webcam, e-mail, redes sociais e das ligações gratuitas via web”.
A segunda assertiva é plenamente condizente com minha opinião. Foi isso que a internet prometeu e cumpriu: encurtou as distâncias.
A primeira assertiva às vezes me constrange… Nesse ponto, a internet é pior do que a televisão. Pior do que o rádio.




A gente está mais virtual sim. Virtual até demais. Com a televisão ligada, uma família pode, mesmo muda, jantar junta em uma sala de estar. Com a internet, não. Cada um faz sua refeição na hora que der, quando quiser, quando puder, quando bem lhe der na telha, mas nunca quando é sua vontade, pois aquilo que poderia esperar em sua vida, na vida virtual não pode esperar, tem que ser ali e agora. Pelo menos, é isso que a internet nos faz pensar. Estou exemplificando isso com uma coisa que já é considerada uma banalidade para muitos (jantar junto, uma família fazendo isso), imagine quantas implicações isso tem na sua vida?

Imagine o namorado, com a namorada. Ele está entretido no smatphone, agora não a poderá beijar. Amanhã, não irá à sua casa, porque vai passar a noite conversando com uma nova amiga…
O marido e sua esposa.
O pai com o seu filho.
Os limites e regras de um lar.
A madrinha com aquela enteada pentelha que só vem à casa dela para acessar o Orkut.
Mas estou falando da Internet como se ela fosse uma pessoa má. A gente é quem a utiliza.
A gente é quem a utiliza.
A gente é quem a utiliza.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Game polêmico para PS3 e Wii instrui o jogador a tirar a roupa



O game We Dare para PlayStation 3 e Nintendo Wii foi lançado oficialmente há pouco menos de um mês, tempo suficiente para causar polêmicas por parte de pais, analistas de mercado, gamers e a fabricante. O trailler do jogo, disponível no You Tube já indica o que o jogo pretende: trazer conteúdo sexual e, no mínimo, instigar casais a se despirem. Segundo o blogueiro Rodrigo Ghedin, do Meio Bit Games, a composição da cena do vídeo é para lá de bizarra (tal como o jogo): dois casais aparecem supostamente “jogando” o We Dare, mordem o Wii Remote, fazem de conta que ele é uma maçã, para depois colocá-lo entre as nádegas ou mesmo bater nas nádegas do outro usando como palmatória o próprio console.
Segundo a opinião pública, não há motivos plausíveis para classificar o jogo na faixa etária dos 12 anos de idade, pois é considerado inadequado para essa faixa. Mas a empresa responsável, a Ubisoft, contra-argumenta dizendo que We Dare não possui cenas violentas, palavrões ou imagens pornográficas, daí ter consentido em sua classificação para 12 anos. A briga promete ainda ter outros momentos futuros, é só aguardar.





Por Alberto Vicente