sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Já não sei

Já não sei ser o que sou
Se é que eu entendo o que seja
Ser o que se deseja
Com a fé no grande Eu Sou

Ultimamente, a igreja
Tem mais me constrangido
Do que me ajudado na peleja
Desse mundo iludido

Quis explicar para você
Porque os ministérios todos
Não valem a fé no Cristo
Que a pessoa tem que ter

Já não sei se ser crente

O restante do poema está no meu livro: Meu Canto de Raiva e Outros Poemas

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Tenho vontade de me calar

Tenho vontade de me calar
Sinto que, apesar de inofensivo,
Por vezes, me meto a incisivo
E querem me ver parar.
Hoje a moda é dizer pouco
Para ser bem entendido.
Ser taquilalico é um sufoco
Pois me passo por extrovertido.
Na verdade, esta minha timidez
Fez sequelas na adolescência.
Hoje me sinto com a intrepidez
De uma pessoa com demência.

Isso parece ser ruim hoje
O fato de tentar ser sincero
Sincero até onde não  foge
A noção de um decoro mero.



O restante do poema está no meu livro: Meu Canto de Raiva e Outros Poemas