segunda-feira, 18 de abril de 2011

Deus está acima da tecnologia

A tecnologia faz parte da vida, não é a vida. A tecnologia complementa as funcionalidades humanas, não é “a” funcionalidade humana. A tecnologia trás comodidade, conforto, bem-estar, velocidade, mas não é a felicidade. O homem faz uso da tecnologia, a tecnologia não pode fazer uso do homem. Deus pode abençoar a tecnologia, mas a tecnologia, por si mesma, não abençoa ninguém. Estas são algumas obviedades bem lúcidas e redundantes sobre a tecnologia. A Igreja Católica (ICAR) tem mais algumas, que valem a pena ser ouvidas, pois estão carregadas de um peso formado por séculos de cultura e de teologia que não podem ser desmerecidos.
Eis mais uma dessas constatações coerentes da ICAR: no dia 17 abril Bento XVI fez sua homilia do Domingo de Ramos demonstrando uma lucidez, digna de qualquer pregador pentecostal. Disse, entre outras coisas, que estamos sendo guiados por Jesus a uma estrada que conduz ao Deus vivo. Ao mesmo tempo, indagou sobre como podemos manter esse ritmo de ascenção aceitável, se o homem vem demonstrando tanto a vontade de “ser como Deus”?

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E aí é que entra a tecnologia nessa história, mencionada por ele através de alusões à atual capacidade que os seres humanos têm para voar e para se comunicar com os seus semelhantes de pontos extremamente distantes do planeta. Ficou entendido claramente que, para o papa, “a tecnologia não pode substituir a Deus” e todas as invenções do homem têm servido para aumentar o bem, mas também (infelizmente) para gerar o mal, bastando para isso acompanhar os desastres recentes, que tanto sofrimento têm causado.
Independente de qualquer concepção religiosa (visão de mundo, visão espiritual, visão de Deus) que a ICAR e eu tenhamos de divergente, assino embaixo.

domingo, 17 de abril de 2011

Teste o seu índice de comprometibilidade na rede

 

Vamos falar sobre como não se comprometer na rede?



Há os incautos (mas nunca os ingênuos) que pensam que usar o computador da casa da parentela lhe dará mais privacidade do que o da lan house. Ou mesmo os que agem estabelecendo um conceito diametralmente contrário a este (agem no vice-versa). O fato é que falam/pensam/escrevem o que não deviam, optam por uma desavisada forma de ficar meio sujo por qualquer coisa boba. Sou dos tais que acham que não existe nada de absolutamente privado na rede. Sou dos tais que defendem a ausência de rabo preso de uma pessoa na rede. Se você tem o rabo preso, ou você deve alguma coisa a alguém, ou você se comprometeu a tal ponto de estar ciente de que o que está fazendo é imoral, é ilegal ou engorda (o olho), ou você simplesmente perdeu o escrúpulo para achar naturais coisas que em algum tempo até criticou.

Mas como anda a sua reputação na rede? Quais respostas daria em alguns desses casos ou algumas situações?

1- Uma pessoa chega perto da sua máquina, no momento em que um “alto papo” rola no mensageiro ou no chat de alguma rede social.

(a) Você trata a bisbilhoteira como uma pessoa normal, não critica nem se incomoda com sua presença?

(b) Repreende a bisbilhoteira pelo fato de estar visualizando uma conversa “à vontade” com uma “pessoa amiga”?

2 – Você se considera acima do bem e do mal. Uma pessoa acima de qualquer suspeita. (O cara que fez aquilo na escola de Realengo e milhares de outras no mundo também passavam batido nessa questão).

(a) Você não acha justo ter a privacidade revelada pelos rastros de histórico deixados na máquina alheia?

(b) Você acha que não disse nada de mais, não trocou com a “pessoa amiga” confidências suspeitas?

(c) Você sabe que falou algo comprometedor, mas “o que é que tem, quem vai saber, ninguem tá vendo, não tem nada não” (E aqui sou levado a citar um amigo meu: tem gente que hoje se deixa dominar pelo demônio do “tem nada não”. Faz e acontece, pinta e borda e depois diz que é normal, “não tem nada não”…)?

3 – Você criticava muito certas pessoas que cultivavam certas amizades nas redes, isto quando você não era muito familiarizado com internet, rede relacionamentos, essas coisas. Depois que se familiariza (e, pelo visto, gosta) você dá um de Lula quando se elegeu para o primeiro mandato de presidente: começa a fazer tudo aquilo que criticou.

(a) Você acha que não deve satisfações a ninguém, é dono do seu nariz?

(b) As pessoas em sua volta - principalmente aquelas às quais, queira ou não queira, deve satisfações sim (pois ninguém é tão autosuficiente) - começam a ficar preocupadas com você?

 

Não iremos quantificar o seu quociente de comprometibilidade. Faça você mesma.