quinta-feira, 24 de março de 2011

Twittando aos poucos II (e meio poema)

Sigam-me os bons
Diria o passarinho, se ele fosse o Chaves
Sigam-me os bons, diria o perfil atirado
Eu digo diferente:
Sigam-me, como eu sigo vocês
Sempre com algum propósito, sigam-me
Porque é assim que eu sigo a vocês
Sigam-me, como eu sigo vocês
Repudiando a idolatria,
Repudiando a má fé
Repudiando o disse-me-disse

Da última vez que entrei em polêmica no Twitter
O saldo foi negativo
Perdi o seguido e a esperança de ser lido
Mas não perdi a fé
Perde-se uma batalha, ganha-se humildade suficiente para retroagir

É dureza, mas o que está escrito
Às vezes ganha um peso que nem mil palavras faladas fariam melhor
Por isso, na base dos 140 toques você pode ser feliz
Ou infeliz, numa colocação
Pelo menos, fica a certeza de uma coisa:
Feliz ou não, a pessoa teve tempo de te ler
Imagine se você transformasse os 140 toques
Em um mar de palavras?
Iria passar batido.

O passarinho não desencantou por ter passado a ser parte de um trabalho
O passarinho continua batendo asas
Muitas vezes tem me feito alçar alguns voos altos
O passarinho ainda fala inglês, se fazendo entender
O passarinho é social? É rede?
Não é social? Não é rede?
Não importa,
Que pelo menos o passarinho continue sem gaiolas.

Por Andel Soares

Comentário do IWM: Andel, grato pelo retorno aos versos



quarta-feira, 16 de março de 2011

Tramitação de medidas provisórias será revista pelo Senado, segundo Sarney

Um dos grandes entraves burocráticos do legislativo brasileiro é a demora na tramitação das chamadas MPs, ou medidas provisórias. Para se ter idéia do fato, uma MP aprovada pelos deputados federais vai ao Senado e, em caso de reprovação por parte dos senadores, essa mesma MP pode voltar à Câmara para ser novamente apreciada e, por conseguinte, modificada.
A propósito disso, o presidente do Senado Federal, José Sarney, comunicou nesta segunda, dia 14, que pretende levar ao Congresso Nacional um projeto de resolução que modifique o atual paradigma de tramitação das medidas provisórias. Para Sarney, o caminho das MPs poderia ser encurtado se, de acordo com seu projeto, quando o senado reprovasse uma emenda, ela não mais retornasse à Câmara para novo exame. Por outras palavras, nos casos em que o Congresso reprovar uma MP ela seria automaticamente excluída, uma vez que o sistema de tramitação atual deixa margem para que a mesma emenda seja totalmente descaracterizada, para lograr, enfim, aprovação.
Sarney classificou essa situação como uma “anomalia” no processo, pois, “se uma matéria não foi aprovada em uma Casa, não pode ser aprovada somente na outra”.






Por Alberto Vicente