sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Blogosfera tecnológica, opinião própria, cultura do plágio e Adsense

O que se segue é apenas um comentário a propósito de um elucidativo post de Henrique Martin publicado ontem no Tecnoblog (o comentário também está lá, sem as correções daqui).


Personalização na internet? Essa palavra é tão cara nesse meio…
Acho que só vale a pena escrever um blog se você tem o mínimo de escrúpulo para não fazer apenas cópia. Sem demagogia, o Tecnoblog faz isso muito bem – e por incrível que pareça descobri isso numa tag do Google Adsense!!!
Sim, já sabemos que a Internet é reflexo da vida real, da escola, da universidade, enfim, gente que gosta de sugar do outro tem em todo lugar e isso e isso e aquilo e aquilo outro…
Ah, o Adsense. E agora o vilão de todo blogueiro iniciante é o Adsense!
Criei este blog, é franquia do Google, paira alguma coisa abaixo ou acima da página, mas continuo como quando comecei, há um tempinho atrás: os meus pés continuam no chão e não guardo ilusões de vida farta e fácil na web, até porque não dependo dela para sobreviver diretamente. Por outro lado, sem hipocrisia, porque aqui ela não cola: muito me orgulharia se um dia, honestamente, dependesse dela para ganhar a vida (isto quer dizer que não tenho nada contra quem anda enchendo seu blog de afiliados, contanto que o conteúdo seja, na palavra do tecnoblogueiro, “personalizado”).
A questão não reside apenas em só copiar do outro e citar a fonte, mas na necessidade que as pessoas têm de impor a sua marca, sei lá, o seu estilo pessoal de escrever, seja por "exercício de texto" seja por afinidade com o nicho tecnológico. Falta em qualquer lugar gente que escreva e que se reconheça como “pensante” por trás do amontoado de palavras.
E outra coisa: não é porque na internet essa exigência de constante novidade é gritante que o cara vai se limitar a cópiar e colar para pegar o fio da meada e dar audiência, porque da mesma maneira que na vida “normal”, existem n maneiras de você citar o outro sem copiá-lo, sem forjar nada e sem impor um ar de entendido no assunto. A internet não é dominada por gente que é expert nesse ou naquele assunto. Se fosse para ter na internet essa classe de gente, eu não seria visitante de blog algum, mas de "sites oficiais" disso e daquilo.

Fato é que tecnologia não é a única coisa que dá para escrever na vida”.

Ao afirmar isso, para mim fica parecendo que o Henrique insinua que a praga dos copiadores de texto está infestando apenas a blogosfera tecnológica, quando sabe-se que há uma infinidade de blogs e sites, desde os que tratam de banana até os de sorvete e que são tão bem sucedidos em clonagem quanto foi prolongada a vida da ovelha Dolly.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Hacker: o livro

Estou lendo Hacker: Invasão e Proteção. Dicas e truques para atacar e se defender na internet. É a segunda edição ampliada do livro de Wilson José de Oliveira, editado pela Visual Books. Defasado, em partes. Escrito no ano 2000, pode servir bem como livro feito para quem tem pouco conhecimento no assunto e portanto tem pouco a contribuir para esse mundo de jovens talentosos que usam o computador para o bem e para o mal - dos outros. Para o escriba aqui,  é um best seller, independente de tratar de sistemas operacionais já quase que em desuso, como o Windows 95, 98 e NT, mas não apenas desses. Acredito que embora na quadragésima página, didaticamente será uma aula e tanto para mim. Antes que imaginem, meu interesse não é nem nunca foi ser hacker ou mesmo um lamer (nem me importa se por acaso essa terminologia já ficou obsoleta). A habilidade do livro reside justamente nisso: não ensinar o passo-a-passo para se tornar um hacker, até porque o autor sabe que fracassaria. Contudo, há bons conselhos ali. Afinal, da mesma maneira que o trânsito urbano exige cada vez mais que treinemos uma direção defensiva, o mesmo ocorre na web, universo em que muitas vezes não se tem a mínima noção acerca do rumo ao qual certas navegações estão nos levando.

O livro começa fornecendo as definições básicas de termos como hacker, cracker, phreaker, guru, lamer, wanabe, larva e araker. Depois, o autor inicia uma incursão pelos temas centrais que delineiam a carreira desses (por que não chamar positivamente assim) profissionais da informática. Daqui por diante, vai discorrendo sobre segurança da informação, itens de segurança, habilidades de um hacker que se preze, sistemas operacionais, linguagens de programação, vulnerabilidades,vírus, tipos de vírus e seus malefícios, protocolos, como hackear um PC, enfim, uma miscelânia de assuntos que certamente interessarão a muitos, do simples usuário ao mais avançado. O primeiro encontrará ali uma fonte de inspiração para se dedicar aos estudos (hacker tambem tem que estudar, não é só talento que conta!); os últimos provavelmente irão se identificar com o que é transmitido ali. Todos temos a ganhar.
Com certeza, é uma leitura que vale mais a pena do que aquelas horas perdidas no no site errado.

Você esperava algo mais dessas primeiras quarenta páginas? Esse post não vai sequer continuação.